
Escorremo-nos como a areia nas mãos
Perdidos, os nossos braços procuram abraços perdidos.
Não diremos mais nada, fecharemos as portas,
e nesse instante seremos dois desconhecidos
que desfolham margaridas sobre um leito vazio.
Serei uma lembrança, como um livro proibido,
que ninguém confessa ter lido.
Passarão os meses e os anos, seremos só estranhos
ou talvez não tenhamos existido.
Eu continuarei sonhando,
enquanto a vida passa.
Talvez deixe de escrever
ou consiga escrever aquele livro.
Tu, talvez deixarás de olhar-te no espelho,
serás um homem amado e feliz
no teu mundo subterrâneo,
lá, longe de mim.
A que beijou as palmas das tuas mãos
e as preencheu de liberdade,
deixa-as vazias e livres para agarrar outros sonhos
e vai embora, como um rio…
Ficarei com um simples deixar de gostar de ti,
como tu me pediste,
e, prometo,
serei feliz
Perdidos, os nossos braços procuram abraços perdidos.
Não diremos mais nada, fecharemos as portas,
e nesse instante seremos dois desconhecidos
que desfolham margaridas sobre um leito vazio.
Serei uma lembrança, como um livro proibido,
que ninguém confessa ter lido.
Passarão os meses e os anos, seremos só estranhos
ou talvez não tenhamos existido.
Eu continuarei sonhando,
enquanto a vida passa.
Talvez deixe de escrever
ou consiga escrever aquele livro.
Tu, talvez deixarás de olhar-te no espelho,
serás um homem amado e feliz
no teu mundo subterrâneo,
lá, longe de mim.
A que beijou as palmas das tuas mãos
e as preencheu de liberdade,
deixa-as vazias e livres para agarrar outros sonhos
e vai embora, como um rio…
Ficarei com um simples deixar de gostar de ti,
como tu me pediste,
e, prometo,
serei feliz
2 comentarios:
No sé quién te inspiró para escribir este bello poema, en el que consigues tratar las dos partes con tanto cuidado y humanidad, pero no me dejó indiferente y curiosamente, me hizo recordar aquel poema de Gustavo Adolfo Bécquer, que dice así:
Asomaba a sus ojos una lágrima
y a mi labio una frase de perdón;
habló el orgullo y se enjugó su llanto,
y la frase en mis labios expiró.
Yo voy por un camino; ella, por otro;
pero, al pensar en nuestro mutuo amor,
yo digo aún: —¿Por qué callé aquel día?
Y ella dirá: —¿Por qué no lloré yo?
Un abrazo fuerte
Pilar
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